Hello, Hello...
Estava pensando com o meu copo de vinho (cansei de discutir com meus botões), como cheguei AQUI. Deixe-me explicar o meu humilde AQUI: Estou construindo uma loja que abrigue minhas criações (sapatos e afins, coisas de estilista...), um negócio de familia, cosa nostra... Tudo para sustentar e alegrar minha pequena grande família: Eu(Jef), meu maridão (Paulo) e minha pecorrucha (Allegra).
Uma somatória de "causos", faz com que a gente ande para frente, em direção dos nossos sonhos.
Nunca fui uma pessoa do planejamento, sempre fui "maluca beleza", ao contrário dos meus pais que sempre foram "do escritório". Já fui comissária de bordo, vendedora de loja e até que no meio do meu próprio caos, me formei em design de moda (super amo o que faço).
Como eu virei 2
Nas minhas andanças de aeromoça (sooo oldschool!) me apaixonei por Los Angeles, larguei tudo por aqui e me mandei para estudar moda na velha Hollywood. Fiquei quase dois anos vendendo o almoço para pagar a balada, ops a janta. Mas enfim, um pouco antes de voltar ao Brasil para passar férias, sonhei 2 noites seguidas que eu estava beijando loucamente um menino moreno, de olhos verdes em um palio preto. Até contei para uma amiga, que não me deixaria mentir, mas nem dei bola. Se cada sonho meu virasse realidade, eu certamente seria a rainha da Inglaterra (uma profissão que sempre almejei, mas infelizmente não se faz faculdade pra isso, néam?).
Enfim, voltei ao Brasil, e quem eu conheço em uma festa em São Paulo??? queeem?

Um moreno alto, bonito e sensual (a solução dos meu problemas)... E adivinha que carro ele tinha??? PAH! Um pálio preto. Pensei em largar o design para me tornar Guru/astróloga, mas sei lá, achei meio arriscado. Num ato de paixão desenfreada, maluca beleza que sou, voltei pra L.A. transferi meu curso pra cá, catei meus cacarecos e voltei de peito aberto pro Brasilzão.
Aí tudo começa a se encaixar na minha vida cigana. Arrumei um apê, no maior estilo "campingrepúblicafusuê", que até hoje me pergunto como cabia tanta festança num cubículo daquele porte. Foi aí que eu e o Moreno de olhos verdes, fomos nos transformando em 2. Porque o que era meu e dele virou nosso. A gente fantasiava sobre casamento, filhos, viagens, mas parecia mesmo uma coisa tão longe, que valia a pena curtir o AQUI e agora. E assim terminei o ano de 2003 o meu AQUI da época era uma lembrança de Los Angeles, uma realização amorosa (oba!) e muuuuuitos planos pro futuro (quem não planejava, mesmo?). AH! E eu tinha um emprego de assistente de estilista que me deixava nauseada, mas esse é outro assunto.
E Deus disse: Desce lá e casa/arrasa
Quando o apartamentico virou um problema, as brigas começaram. Eu pratico o desapego sempre que posso, o Moreno foi chegando cada dia com uma tralha e não voltou mais para a casa dele, resultado: um montão de tralhas sem fim. Aí não tinha mais jeito, senão arrumar uma casa de adulto para morar, com móveis de gente grande e responsabilidades idem… Com muita correria, troca de empregos, ajuda da minha família conseguimos! Finalmente um lar para chamar de meu, ops! NOSSO! E aí vimos que já estávamos amarrados até os cabelos porque não tornar a vida ainda mais louca, e nos casarmos?
Aí começa a maratona olímpica do casamento, festa, flores, vestido, dj, um monte de coisa que vc só descobre que existe quando casa, tipo gineceu, flor de ervilha, pasta Americana e gramatura do papel do convite (???). A gente brigava tanto, porque meu gosto é exótico, mas as famílias são católicas apostólicas romanas, e aí já viu.
O DIA D(e casar): Eu juro, não fiquei nervosa, eu HIPERVENTILEI o dia inteiro. Carreguei o bouquet como se carrega um guarda-chuva na tempestade, no meio do peito com os punhos cerrados. E no fim do corredor, ele estava lá, me esperando com um sorriso lindo, todo galã de filme hollywoodiano (que tem happy end, néam?!).
A festa foi uma loucura, champagne plus animação = no noite de núpcias. Detalhe que eu carreguei o noivo para o hotel, mas tudo azul, porque no dia seguinte começa nossa honeymoon.
